quarta-feira, 19 de março de 2014

GASTRONOMIA CAXIENSE - I

Caldo de Carne, Ovos e Macaxeira

O Maranhão é um estado de cultura riquíssima. Além das belezas naturais e das manifestações culturais, a gastronomia maranhense sofreu influência de muitas culturas, tais como: a francesa, holandesa, portuguesa, indígena e africana. Apesar de breve estadia, a gastronomia francesa marcou muito o local, mas a portuguesa e indígena são as mais importantes. O arroz e a farinha d’água ou de puba são os ingredientes básicos para a composição de muitos pratos da cozinha. Mas ambos, em muitas circunstâncias, ascenderam à categoria de prato principal ou quase ascenderam. A culinária maranhense é mostrada de várias formas: na música, no artesanato e nas festas típicas.

Parque Hidromineral Veneza

Parque Hidromineral Veneza

A Gastronomia Caxiense tradicional é um atrativo a mais para quem visita a cidade, pois é rica e variada. São tantas cores e sabores, que leva o visitante a querer provar de tudo um pouco. Na cozinha caxiense os pratos típicos da cidade são feitos com produtos locais, variando de acordo com a temporada.

Pratos da Cozinha Caxiense

A comida caxiense é saudável, com tempero moderado à base de tomate, cebola, pimentão, pouco alho e cebolinha verde. O caxiense prefere levar uma pimentinha à mesa e cada um se serve como bem entender. Na carne se utiliza o cominho em pó e pimenta-do-reino como tempero. 

                          Tira - gosto com camarão e cachaça tiquira (típica da região)

Há também as  tortas típicas que são de camarão (seco ou fresco) e bacalhau, peixe seco (especialmente a branquinha, piaba ou pião), miúdos de vísceras de porco (sarapatel) ou a buchada de bode, é muito apreciado como prato principal ou como tira-gosto. Além dos pratos cozidos, o famoso “cozidão”, o caldo de carne, o mocotó, bode ao leite de coco, capote ao leite de coco e  o caldo de carne com ovos e macaxeira, (pode ser encontrado com facilidade na praça de alimentação do Mercado Central), também são muito consumidos pelos caxienses, pois segundo eles, são caldos energéticos, que repõe as energias perdidas, recupera a ressaca  e levanta até defunto. Servidos com limão e pimenta malagueta a gosto do freguês. No Box de D. Anunciação, você aproveita e toma o café da manhã, servido com um bolo frito feito na hora. É muito visitado pelos caxienses e visitantes. Imperdível!!


                                                              Bolo Frito
As carnes mais consumidas na cozinha caxiense são: carne de boi, porco, bode, peixe e frango. Da carne de boi, podemos saborear a carne de sol que acompanha muitos pratos e o sabor é de dar água da boca.  A carne de sol pode ser assada na brasa ou passada na manteiga, servida com farofa, macaxeira (frita ou cozida), arroz e vinagrete, faz parte da cozinha de qualquer caxiense; também como guarnição serve-se a paçoca de carne de sol, que é uma delícia.

   Parque Hidromineral Veneza - local onde é saboreado o
        prato típico de Caxias - Pirão-de-Parida

 
      Assado de Carne de Porco com farofa de mandioca

° Mandioca / Macaxeira
            É uma raiz ótima no fornecimento de fósforo, importante para os ossos, possui vitamina B1, boa para o cérebro, além de muito saborosa. Não deixe de provar a macaxeira cozida que parece derreter na boca ou a macaxeira frita ou o purê, todos são uma delícia.
            O Maranhão foi um dos maiores produtores de mandioca do país, mas hoje importa farinha (particularmente a farinha d’água) do Pará, fécula do Paraná e amido azedo de Minas Gerais. É muito usada na preparação de paçocas de carne de sol, farofas e pirões, que é um dos carros chefes da comida típica do caxiense, que é o famoso Pirão-de-Parida

Pirão-de-Parida

Para visitantes que não queiram apreciar a cozinha tipicamente caxiense, provar aromas e sabores diferentes, pode encontrar um leque de opções, que variam  da cozinha nacional ao self-service. Há uma concentração de restaurantes self-service no Centro Histórico da cidade. Encontramos restaurantes nacionais, japonês, chinês, árabe, churrascarias, pizzarias, tudo ao gosto do cliente.

Pratos da Cozinha Nacional

° Os pratos mais pedidos pelos caxienses e visitantes
            A culinária caxiense é variada, saborosa, com temperos e personalidades marcantes.
            Um dos locais mais badalados da cidade é o Parque Hidromineral de Veneza, onde o caxiense e o turista pode se deliciar com o Pirão-de-Parida, que é o prato típico da cidade. Aberto dia e noite, as possibilidades de lazer são diversas e agradam a todos os gostos.
            Para alguns com um pouquinho de tempo para testar seus dotes culinários, destacamos os seguintes pratos:
Pirão-de-Parida

° Pirão-de-Parida
            Esse prato foi criado para servir as mulheres que se encontravam de resguardo depois de parir; é forte e saboroso. Ingredientes – frango ou capão caipira, tomate, cebola, pimentão, pimenta-do-reino, alho, cheiro-verde, servido com um pirão feito com farinha de mandioca branca, limão e pimenta à gosto. Em alguns locais de Veneza o visitante escolhe o capão que quer comer e ele é feito na hora.
Modo de Fazer: Deixe apurar por uma hora, o frango temperado e cortado em pedaços. Acrescente a cebola, o tomate, o pimentão e o cheiro-verde. Refogue no óleo e deixe cozinhar. Depois de cozido, despeje bastante caldo ainda fervendo sobre a farinha branca e mexa para não embolar fazendo o pirão. Sirva em seguida.
Receitas Semelhantes: Galinha com Pirão-de-Parida; Moqueca de Peixe com Pirão e Mocotó com Pirão.

Panelada Caxiense
° Panelada
            A panelada é um prato muito consumido pelos caxienses, porque serve como tira-gosto de uma cachacinha ou cervejinha é barato e nutritivo. É encontrado em bares, restaurantes por toda a cidade e na Praça de Alimentação do Mercado Central.
            Feito com as vísceras do boi (tripa e bucho). É um prato com alto teor calórico devido as tripas usadas como ingredientes. Ingredientes – vísceras (tripas e bucho), pé-de-boi, tomate, cebola, folhas de louro, alho, pimenta-do-reino, cheiro-verde e pimentão.
Modo de Fazer:  Tempere as vísceras. Passe todos os ingredientes no óleo e deixe apurar. Acrescente água e deixe cozinhar. Sirva com o pirão de farinha branca, limão e uma pimentinha malagueta.

Sarapatel Caxiense

° Sarapatel
            Nascido no Alto Alentejo em Portugal, o sarapatel foi adaptado e adotado no Brasil. É um dos pratos mais consumidos pelos amantes de uma boa comida, porque é forte, nutritiva e barata. Pode ser encontrada em qualquer barzinho, restaurante de Caxias,  pois é servida como tira-gosto. É uma designação comum de diversas iguarias preparadas com vísceras de porco ou bode, além do sangue coalhado em pedaços. Uma das características da iguaria é o seu teor de gordura, bastante acentuado, por causa da tripa. Durante o cozimento, acrescenta-se hortelã ou folhas de louro e uma ou duas grandes pimentas de cheiro inteiras. Serve-se o prato acompanhado de farinha branca ou arroz branco.

                                                 Pratos Típicos da Cozinha Caxiense
                                                         Sarapatel e Panelada

Modo de Fazer: Lave os miúdos com limão, passe no liquidificador os temperos como alho, tomate, cebolinha, coentro, cebola, etc. Leve ao fogo e deixe refogar, acrescente folhas de louro. Depois cubra todo o sarapatel com água e deixe cozinhar por algumas horas. Sirva acompanhado de farinha branca, limão e pimenta malagueta.

Vinagreira 
° Cuxá Caxiense
            O cuxá é um prato que reflete os hábitos das culinárias portuguesa, indígena e africana, junto com um toque árabe. É um termo oriundo da junção dos termos tupi “ku” ( o que conserva ) e “xai” (azedo). Significa portanto: “ o que conserva azedo”.
            Segundo alguns pesquisadores até meados do século XX, o cuxá era vendido acompanhado de peixe-firto, arroz branco por mulheres negras em barraquinhas montadas nas portas de suas casas. No local, elas acendiam uma luz vermelha para indicar a venda do prato. O cuxá está lista dos Bens Imateriais do Patrimônio Cultural Nacional com base nos termos do Decreto 3.551 do IPHAN, que institui o registro de patrimônios imateriais no programa nacional na viabilização de projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. O registro do cuxá com bem imaterial, garantirá a preservação de sua receita, divulgação nos cardápios de restaurantes brasileiros de todo o país e o reconhecimento de um prato maranhense para a culinária nacional.
Ingredientes do cuxá caxiense
                                  
Vinagreira 

Igredientes - É um molho da culinária maranhense, caxiense , feito com vinagreira, camarão seco, quiabo, pimenta de cheiro, sal, pimenta-do-reino, tomate, cebola, pimentão, três pimentas de cheiro, azeite de oliva ou azeite de coco babaçu e cheiro-verde, alguns gostam de acrescentar à receita maxixe e abóbora, ingredientes encontrados com fartura na região. Além do seu caráter regional, o preparo se usa o liquidificador ou a tábua de carne ou para liquidificar ou bater a vinagreira depois de cozida sem o talo e lavada por três vezes para eliminar a acidez das folhas da vinagreira.
Cuxá Caxiense 

Modo de Fazer: Lava-se as folhas e o quiabo, coloca-se em um pouco de água para o cozimento; depois de cozidos, escorre-se, lava-se e refoga-se em azeite e deixe passar todos os ingredientes; em seguida coloca-se os camarões e deixe passar mais um pouco; ponha um pouco de água para o cozimento dos ingredientes. Sirva quente com arroz branco, peixe ou frango fritos.

Arroz-de-Cuxá

° Arroz-de-Cuxá

            O prato mais tradicional e mais típico do Maranhão, principalmente em Caxias. Entre os principais ingredientes trazido pelos europeus, neste caso pelos portugueses, foi o arroz. Foi cultivado inicialmente no Maranhão em 1745. Foi este cultivo que durante muitos anos alimentou o Brasil e no fim do período colonial, o Maranhão já exportava arroz para a Europa. Como a produção era grande, serviu de incentivo para que os maranhenses criassem muitos pratos à base de arroz, como o arroz-de-cuxá, arroz-de-jaçanã.

Ingredientes para o arroz-de-cuxá
O arroz-de-cuxá ganhou versos do grande poeta maranhense Artur Azevedo, que dizia: “ ... Eu tenho muitas saudades / Da minha terra querida... / Onde atravessei a vida / O melhor tempo foi lá. / Choro os folguedos da infância / E os sonhos da adolescência; / Mas ... choro com mais freqüência / O meu arroz-de-cuxá...”
Arroz-de-Cuxá 

Ingredientes:

A base desta preparação é a vinagreira (hibiscus sabdariffa). conhecida também como azedinha, caruru-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, quiabo-azedo e rosélia, oriunda da África, mas também muito usada na culinária francesa. É preciso muita experiência no preparo desse famoso prato, pois quando a vinagreira é colocada na proporção inadequada o arroz-de-cuxá torna-se intragável. Se for demais agride o paladar, pois fica ácido e amargo. Se for de menos fica sem graça, insosso. Arroz, vinagreira, cebola, alho, três pimentas de cheiro e sal.
Modo de Fazer: Refoga-se o arroz com a vinagreira passados no liquidificador com todos os temperos, acrescenta-se água fervente e deixe cozinhar. Sirva quente com camarões de decoração, pode vir acompanhado de peixe frito, carne de sol, frango, etc.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

° IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS – CAXIAS – MARANHÃO
° ROTA DA FÉ E DA CURA


Fachada da Igreja de N. S. das Graças

      Localizada no Conjunto da Cohab, bairro Nova Caxias – Av. N.S. das Graças, antiga Avenida 01.
     É um templo com linhas arquitetônicas modernas; a primeira igreja desse estilo em Caxias; de forma arredondada, com dois campanários arredondados separados em formato de torres. O novo espírito da igreja católica atingiu lentamente
o enfoque da moderna construção religiosa.

Imagem de N. S. das Graças ( original  da fundação da Igreja)

Durante muito tempo, independentemente do estilo adotado, os arquitetos tinham aceito que a função básica da igreja era converter o visitante num devoto, criando uma atmosfera mística e nisso esse templo tem de sobra, que fez do altar-mor o ponto focal do projeto.

Altar-Mor da Igreja

                                       Imagem de Cristo do Altar-Mor
    A Igreja de Nossa Senhora das Graças, também é chamada de Matriz de N. S. das Graças e Igreja da Cura, pois no templo é realizada a “ Missa da Cura”   na primeira segunda-feira do mês, onde fiéis e visitantes vão em massa em busca da cura de seus familiares enfermos. Também vão agradecer e dar depoimentos de curas milagrosas realizadas pela fé em Nossa Senhora das Graças.

Missa da Cura

Nossa Senhora das Graças é a padroeira do Bairro Nova Caxias e a Paróquia vive em missão permanente ( catequizando e evangelizando a população dos bairros pertencentes à Paróquia ).
Nave principal da Igreja


Fiéis em orações

° HISTÓRIA:

° 1º/12/1979 – Foi realizada a primeira Missa, onde N.S. das Graças foi proclamada sua padroeira, consagrando assim o Bairro à Nossa Senhora.

                                        Lateral da Igreja
° 25/03/1980 – Na Nova Caxias, foi realizada uma Missa Solene, celebrada pelo Bispo de Caxias, Dom Luís Marelim em ação de Graças pelos 150 anos das aparições de N.S. das Graças a Santa Catarina Labouré.

Campanário

Pe. Mendes foi o fundador da Igreja que antes pertencia à Paróquia de N. S. da Conceição e São José e era uma capela.
° 06/11/1980 -  Chegada da Imagem de N. S. das Graças, padroeira da Nova Caxias, doada pelo senhor Ilson Fonseca.
                                   Imagem da Fachada da Igreja
° 27/11/1980 – Foi feita a bênção da imagem de N. S. das Graças, oficiada pelo senhor bispo. Esta imagem está no templo até hoje e ficou como um marco dos 150 anos das aparições.

Altar de São José 
     A Igreja teve como primeiro pároco, Pe. Maurício Vanini, de origem italiana. Todo o Projeto de construção do templo, foi idealizado por ele, incluindo os recursos para construção do templo e do Salão Paroquial ( localizado à Av. Jerusalém ). Pe Maurício Vanini faleceu em um trágico acidente em 26/03/1993; assumindo como pároco Pe. José de Ribamar, Pe. Sebastião, atualmente o pároco é Pe. Jan.

                                     Forma arredondada da Igreja

Pe. Maurício Vanini - 1º Pároco

° Atualmente a Paróquia possui 23 comunidades agregadas a ela ( sede – cidade e zona rural ); além das pastorais e grupos de jovens, que realizam trabalhos de evangelização e catequização.
                                      Procissão de N. S. das Graças
    Todo ano o Festejo de N. S. das Graças atrai um número muito grande de fiéis e visitantes, que acompanham toda a programação -  acontece um Pre Festejo -  são momentos de fortes emoções, orações e louvores àquela que deu a luz a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiéis em Procissão
 A Programação inclui: Recitação do Terço e Ladainhas, Procissão com a imagem de N. S. das Graças pelas ruas do bairro da Cohab, Novena da Medalha Milagrosa, Romaria ( saindo da Catedral de N. S. dos Remédios, até o santuário da Cohab). As noites ficam a critério dos noitantes, pastorais e sociedade local. A quermesse não deixa de expor produtos artesanais, comidas típicas, leilões, etc.

Fiéis em Procissão
° CURIOSIDADE
     No dia da Missa da Cura, a pia batismal da Igreja é cheia de água benta, que os fiéis enchem suas garrafas e levam para suas casas, acreditando que essa água opera algum milagre; tudo depende da fé de cada um.
                                                   Pia Batismal da Igreja

° CONJUNTO COHAB
    O bairro foi entregue à população caxiense em 1982. Foram construídas 945 casas. Atualmente o bairro já é muito populoso e desenvolvido, tendo quase vida própria, pois foram surgindo outros bairros nas imediações, condomínios, lojas, supermercados, escolas, etc.

                          Imagem do Conjunto Cohab - Av. Jerusalém

Imagem do Conj. Cohab e Bairro Mutirão ( retorno )

Imagem de uma das Avenidas do Conjunto
° HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
     Aos domingos as celebrações são realizadas pela manhã – às 9:30 h – tarde às 17:30 h.
    MISSA DA CURA  - às 19:00 h – 1ª segunda-feira de cada mês.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CAXIAS - MA: Igreja de São Benedito

CAXIAS - MA: Igreja de São Benedito: IGREJA DE SÃO BENEDITO Um roteiro imperdível – igrejas seculares Localizada no Centro Histórico de Caxias, na Praça Vespasiano Ramos,...

Igreja de São Benedito

IGREJA DE SÃO BENEDITO
Um roteiro imperdível – igrejas seculares


Localizada no Centro Histórico de Caxias, na Praça Vespasiano Ramos, antigo Largo de São Benedito. Igreja datada do século XIX, é um passeio que não pode ficar de fora em sua visitação à cidade.

Fachada da Igreja de São Benedito
              
Uma curiosidade enorme relacionada à Igreja de São Benedito, é que em 1858, dom Manoel Joaquim da Silveira, denominou Caxias com o título de: “ A Princesa do Sertão Maranhense”.

Igreja sendo decorada para o Festejo de São Benedito,
que este ano ocorreu de 16 a 25 de Agosto

° História
Foi feita uma petição para sua fundação aos 07 de junho de 1803, por ordem do Governador do Bispado, Pe. Dr. João de Bastos Oliveira.
Aos 13 de Agosto de 1803, foi feito o seu patrimônio por Manoel da Silva Pinto. Aos 08 de Maio de 1835 foi criada a Paróquia e em 22 de julho de 1836 foi designada a Igreja de São Benedito.

Praça Vespasiano Ramos, antigo largo de São Benedito
Vespasiano Ramos - poeta caxiense, que morou por muitos anos
nas imediações da Praça.


Quando os “balaios” invadiram Caxias durante a Guerra da Balaiada, muitas pessoas se refugiaram na Igreja de São Benedito, que foi um dos lugares da cidade que os rebeldes pouparam, isso porque lá estavam alguns parentes de um dos chefes do bando. Só, quase 10 anos depois da passagem dos balaios, é que foram recomeçados os serviços da reconstrução da Igreja. Tinha como pároco na época, o padre Julião Soares.


Nave principal da Igreja


Um dos vitrais que decoram a Igreja - Imagem de São Benedito

FESTEJO DE SÃO BENEDITO
Antigamente o Festejo de São Benedito era muito esperado pela sociedade caxiense, pois era cheio de atrações e pompa. Era um grande acontecimento na cidade, acontecia no mês de agosto; os jovens se produziam e marcavam presença nos bingos dançantes; cada dia de festa era uma roupa diferente, principalmente no último dia. 

Altar em formato de gruta


Lápide - antigamente as pessoas compravam pequenos lotes 
na igreja para que fossem ali colocados, pois estariam mais perto de Deus -
tinham um lugar garantido no céu. Um costume na época.

Atualmente o Festejo não tem toda essa pompa, mas continua como era no passado a quermesse, cada noite fica a critério dos noitantes ou seja, os responsáveis pelas noites, são: Associações da Paróquia, Comunidades ligadas à Paróquia, Pastorais, etc.

Detalhe da Igreja


°SÃO BENEDITO
São Benedito – “ O Mouro” – Padroeiro dos Cozinheiros
Nasceu na Sicília, Italia em 1524 e faleceu em Palermo, Itália em 1589. De família pobre, era descendente de escravos oriundos da Etiópia ou em outras versões, dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália. Nesse caso, ele seria de origem moura e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor da pele.

Peças barrocas - articuladas - em tamanho natural
Nossa Senhora das Dores.
As duas peças, fazem parte da Procissão do Encontro na
Semana Santa.


Aos 18 anos já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus, e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis. Fez votos de pobreza, obediência e castidade; caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão. Era muito procurado pelo povo que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhes orações.

Tela de São Benedito - 


Um dos altares da Igreja -
Santo Antônio

Com 17 anos entre os eremitas, foi designado cozinheiro do convento dos Capuchinhos. Ajudava muita gente que não tinha alimento diário; retirava alguns mantimentos do Convento e escondia-os dentro de suas roupas e levava aos famintos que moravam nas ruas. Conta a tradição, que uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “ Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?”, e o santo humildemente respondeu: “ Rosas, meu senhor", e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza.

Praça Vespasiano Ramos - parque infantil

São Benedito, fez inúmeros milagres. Um fato curioso na vida de São Benedito, é que ele previu sua morte e pediu que seu corpo fosse enterrado logo.

Local onde ficava o coro da Igreja 
As novenas eram cantadas e acompanhadas pela orquestra " Carimã",
onde tocavam músicas sacras.

A profecia de que era preciso enterrar logo seu corpo, cumpriu-se após o velório, uma multidão invadiu o Convento querendo relíquias ou lembrança do grande santo. Quando seu corpo foi transladado pela primeira vez, exalava sublime perfume, sendo seu corpo encontrado em perfeito estado de conservação.

Detalhe do Relógio da Fachada

Ainda hoje continua conservado e exposto em uma Urna Mortuária para a visitação pública numa Capela lateral da Igreja de Santa Maria em Palermo, Itália.

Fiéis em oração