quarta-feira, 11 de junho de 2014

                ° IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA
                BAIRRO PONTE – CAXIAS – MARANHÃO
           

            A Igreja de Santo Antônio de Pádua de Caxias tem 116 anos; é um dos templos fundados no século XIX, pelos padres jesuítas, que vieram para Caxias fazer catequese. É um templo que atrai o visitante por sua localização, pois se encontra no alto do Morro de Santo Antônio e de onde você pode ter uma vista do Bairro e ao mesmo tempo você pode colher belas fotos e o pôr-do-sol, no local, é imperdível!
                                   Igreja de Santo Antônio - Morro de Santo Antônio

° História:
            No ano de 1898 era  a Capela de Santo Antônio palco de grandes celebrações.
Nos primeiros anos após sua construção as missas dominicais e os festejos não eram regulares; não havia padres disponíveis, não tinha uma Paróquia e nem mesmo uma Diocese; contava-se apenas com a Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré.
            Os primeiros celebrantes foram os padres Jesuítas, seus construtores, depois os padres Barnabistas, que chegaram a Caxias por volta de 1907 e permaneceram até 1926, depois outros padres por aqui passaram.

                                           Imagem fachada da Igreja de Santo Antônio

Em 1939 foi criada a Diocese de Caxias e a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, que teve como primeiro pároco – Pe. Fernando Vasconcelos permanecendo até 1944.
            No período de 1945 a 1970, esteve na administração da Paróquia o Padre Aderson Guimarães Júnior, daí as missas passaram a ser celebradas regularmente. Esses padres, jusuítas, barnabistas, Pe. Fernando e Pe. Aderson utilizavam como meio de transporte para chegar ao local, cavalos; mesmo não tendo energia elétrica na época, os Festejos de Santo Antônio e Nossa Senhora de Lourdes, eram celebrados à luz do luar, velas e lamparinas à carbureto que resistiam a chuvas e tempestades.

Cruz que simboliza a passagem da Jornada Mundial
da Juventude em 2012

Por volta de 1948, por iniciativa da família Pedra, foi construída a Escadaria de entrada da Igreja;  possui 55 degraus e chama atenção das pessoas que visitam o local; houve um mutirão de moradores do bairro Ponte para sua construção. Depois com o passar do tempo, a capelinha foi transformada em Igreja.

                                            Vista ao entardecer da Igreja e do Cruzeiro

A Paróquia passou pela administração de Pe. Bruno (1970 a 1985); depois Pe. Ezio Saviolo dando continuidade aos trabalhos, ampliando e criando grupos de pastorais.

Imagem de Santo Antônio
Os moradores e visitantes foram ficando tão encantados com a Igrejinha, que foi crescendo e ampliando e ainda continua sempre pequena para acolher a todos que ali encontram paz, alegria e esperança em Santo Antônio.

                                                                      Altar - Mor
O grande desejo dos moradores do bairro do Ponte e de toda comunidade caxiense, é que a Igreja se transforme em um Santuário.

                                           Nave principal da Igreja

° Trezena de Santo Antônio
            O Festejo de Santo Antônio de Pádua começa no dia 01 a 13 de Junho, com uma alvorada festiva e a cada dia é trabalhado uma temática diferente; a Igreja sempre está em estado permanente de Missão.

Gruta onde encontra-se Nossa Senhora de Lourdes

Na Igreja durante a Trezena há celebrações, terços, orações, novenas, missa e procissão.

                                                  Pôr-do-sol visto de dentro da Igreja

° Festejo de Santo Antônio de Pádua
            A Festa é uma mistura de fé, cultura, devoção e emoção que mobiliza toda a comunidade caxiense. Barracas com gastronomia típica da região como: Maria-isabel, churrasco de carne de sol, bolos doces e salgados (principalmente o bolo de sal e bolo de macaxeira ) atraem muitas pessoas.

Nossa Senhora da Conceição

° Crendices e Simpatias Populares
            Está entre os santos que são mais comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e Portugal.
            Esse Santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como “casamenteiro” e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.
                                          Lembrançinhas de Santo Antônio

                                              Lembranças de Santo Antônio
Lembranças
Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem do Santo Antônio, a fim de agilizarem seus pedidos. Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. 
                                           Camiseta em homenagem ao Festejo
                                                  de Santo Antônio de 2014

Também o separam do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada  do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito, mas não só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega; ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.

Imagens que compõem o acervo da Igreja

Pe. Antônio Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663: “ Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio”.


Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o “ Santo de Milagres”.


Ainda na tradição que são realizados duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. “A primeira delas, chamada “os responsos”, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada “ trezena”, é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com formato de um quadrado.

                                             Local onde guarda-se o Santo Sacramento

Ainda há outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de Junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãozinho dever ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano; geralmente o pãozinho é colocado na lata de arroz.

                                           Campanário da Igreja

Em algumas cidades, há Missa do Vaqueiro e Cavalgada em louvor a Santo Antônio; e em outras, fazem o Bolo de Santo Antônio, em cuja massa são misturados medalhinhas do santo – será vendido na quermesse. A tradição popular mostra que o solteiro que encontrar uma medalhinha em seu pedaço, vai ter sorte no amor.

                                            Imagem de Santo Antônio em placa luminosa
                                                    na subida do Morro de Santo Antônio

Em lojas de artigos religiosos nesse período aumenta de forma significativa a venda da imagem do santo; alguns fiéis garantem que a simpatia deu certo.

° A fama de casamenteiro
            Devido sua postura quando ainda era vivo, porque ele intercedia pelas moças que não tinham condições de pagar o dote, valor necessário na época para consolidar o matrimonio. “ Diz a história dele que, normalmente, ele jogava um saquinho com moedas pelas chaminés das casa das moças para que elas pudessem pagar o dote e se casar; também era conhecido pela forma como pregava o evangelho e de como se dedicou aos mais pobres. Ele tinha compaixão pelas pessoas mais pobres; protegia as famílias e protegia os que viajavam e também aos soldados”.

                                                Subida lateral que dar acesso à Igreja

° Vida de Santo Antônio
            É conhecido como Santo de Lisboa (Portugal), por ter nascido nessa cidade portuguesa e também como Santo de Pádua, por ter morado em Pádua na Itália.
            Fiel imitador de Cristo, humilde, carismático, foi um exímio pregador do evangelho. Amante da pobreza e dos pobres. Defendia os deserdados e explorados.

                                                               Livro de Visitação

Discípulo de São Francisco de Assis, seu pai espiritual, Antônio de família abastada, também amava a natureza e a solidão; quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se aos peixes e às aves.
            Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades. Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços. O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.

Altar - Mor
Santo Antônio morreu dia 13 de junho, seus restos mortais estão na cidade de Pádua – Itália. O Museu de Arqueologia da Universidade de Pádua contratou um designer gráfico brasileiro chamado Cícero Moraes para reconstruir a fisionomia do Santo; está em exposição nesse Museu. 

                                            Barraquinhas de comidas típicas

                                            Parque infantil na parte de baixo 

Degraus que dão acesso à Igreja
Serve também para que a comunidade faça caminhada até o bosque 
ao lado da Igreja

° Oração de Santo Antônio
            Alegre, Senhor, Vossa Igreja a intercessão votiva do vosso confessor e doutor, o glorioso Santo Antônio, para que se fortaleça sempre com espirituais auxílios e mereça desfrutar os gozos eternos. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso, Amém.

                                          Comunidade praticando esporte na Academia
                                                                         ao ar livre

                                             Imagem de Santo Antônio com Menino Jesus

sábado, 3 de maio de 2014

GASTRONOMIA CAXIENSE - II

            Quando o assunto é cultura maranhense, o Maranhão é muito citado por sua gastronomia. O Estado é surpreendente para quem gosta de descobrir novos costumes e tradições, nesse contexto a gastronomia caxiense, também tem um destaque todo especial e seu povo tem orgulho de falar sobre os pratos típicos da cidade.

Tira gosto caxiense

Em Caxias como todo o Nordeste, a culinária local foi estabelecida pelos indígenas que aqui se fixaram, sendo os Timbiras e Gamelas; a base da alimentação era o milho, farinha de mandioca, palmito, macaxeira cozida com sal, abóbora, peixes, caças, mel e pimenta. Com a chegada dos portugueses e africanos, outros pratos foram inseridos, como: a carne vermelha e os frutos locais, como o bacuri, buriti, caju, cajá, a manga e o babaçu, que até hoje é extraído das palmeiras nativas da região.
                                   Ingredientes do Baião-de-dois

Por ter clima quente, Caxias é rica em árvores frutíferas, como a mangueira, que enfeita quintais, praças e parques públicos. Há uma quantidade enorme de barraquinhas de comidas típicas  no Centro Histórico da cidade, onde você pode experimentar um cozidinho de porco, um cozidão de boi, panelada, sarapatel, maria-isabel, arroz de cuxá, cuxá,  baião-de-dois, batido de carne ( que leva carne fresca picadinha com macaxeira, maxixe, abóbora e quiabo); tudo regado a muito cheiro verde, farinha, pirão, farofa, etc. Este passeio pelas barraquinhas é mesmo para quem tem fome e queira experimentar um “PF”, mas há restaurantes localizados também no Centro Histórico ou Churrascarias na Av. Alexandre Costa.


                 Sarapatel, Panelada - pratos típicos da região
                 e o refrigerante tipicamente maranhense "Jesus"

Para acompanhar os pratos os caxienses e visitantes podem ser servidos com drinques naturais, que possuem ou não álcool, como os sucos de frutas naturais de cajú, cajá, cupuaçu, bacuri ou o refrigerante tipicamente maranhense chamado de “ Jesus”.

° Maria Isabel
         Prato muito consumido pelos caxienses e visitantes; pode ser encontrado em barzinhos, restaurantes e na praça de alimentação do Mercado Central.
Ingredientes – arroz, carne de sol cortada em cubos, três dentes de alho, cebola, pimenta de cheiro, pimentão, sal a gosto e óleo.

                                 Maria-Isabel Caxiense

Modo de Fazer: Lava a carne de sol e doure no óleo quente; em seguida, acrecente o  alho e a cebola. Refogue bem, junte o arroz misturando com os temperos e a carne. Acrescente água quente, a pimenta de cheiro e o pimentão. Tampe a panela até que o arroz fique pronto. Sirva com peixe frito, carne de sol assada na brasa ou frango na brasa.

Maria-Isabel 

 ° Baião-de-Dois Caxiense
         Basta seguir passo a passo e você também vai ser capaz de fazer essa delícia de prato.
Ingredientes – 2  xícaras de feijão verde ou fradinho cozido, reserve a água, 1 xícara de arroz cozido na água do feijão, louro, ½ cebola picada, 2 dentes de alho, 2 colheres de coentro picado que é adicionado por último. 

                                          Baião-de-Dois Caxiense

Modo de Fazer:  Cozinhe o feijão na panela de pressão, com 3 ou 4 xícaras de água, por cerca de 15 a 20 minutos, até ficar ao dente. Coloque junto na panela uma pitada de sal e 1 folha de louro. Escorra a água do feijão e reserve. Em outra panela, cozinhe o arroz com alho e cebola usando 2 ou 3 xícaras da água reservada. Em seguida coloque o feijão e os demais ingredientes, deixe cozinhar; depois de cozido, coloque o coentro picado. Sirva com carne de sol assada na brasa, peixe frito ou linguiça caseira.

                                         Baião-de-Dois Caxiense

quarta-feira, 19 de março de 2014

GASTRONOMIA CAXIENSE - I

Caldo de Carne, Ovos e Macaxeira

O Maranhão é um estado de cultura riquíssima. Além das belezas naturais e das manifestações culturais, a gastronomia maranhense sofreu influência de muitas culturas, tais como: a francesa, holandesa, portuguesa, indígena e africana. Apesar de breve estadia, a gastronomia francesa marcou muito o local, mas a portuguesa e indígena são as mais importantes. O arroz e a farinha d’água ou de puba são os ingredientes básicos para a composição de muitos pratos da cozinha. Mas ambos, em muitas circunstâncias, ascenderam à categoria de prato principal ou quase ascenderam. A culinária maranhense é mostrada de várias formas: na música, no artesanato e nas festas típicas.

Parque Hidromineral Veneza

Parque Hidromineral Veneza

A Gastronomia Caxiense tradicional é um atrativo a mais para quem visita a cidade, pois é rica e variada. São tantas cores e sabores, que leva o visitante a querer provar de tudo um pouco. Na cozinha caxiense os pratos típicos da cidade são feitos com produtos locais, variando de acordo com a temporada.

Pratos da Cozinha Caxiense

A comida caxiense é saudável, com tempero moderado à base de tomate, cebola, pimentão, pouco alho e cebolinha verde. O caxiense prefere levar uma pimentinha à mesa e cada um se serve como bem entender. Na carne se utiliza o cominho em pó e pimenta-do-reino como tempero. 

                          Tira - gosto com camarão e cachaça tiquira (típica da região)

Há também as  tortas típicas que são de camarão (seco ou fresco) e bacalhau, peixe seco (especialmente a branquinha, piaba ou pião), miúdos de vísceras de porco (sarapatel) ou a buchada de bode, é muito apreciado como prato principal ou como tira-gosto. Além dos pratos cozidos, o famoso “cozidão”, o caldo de carne, o mocotó, bode ao leite de coco, capote ao leite de coco e  o caldo de carne com ovos e macaxeira, (pode ser encontrado com facilidade na praça de alimentação do Mercado Central), também são muito consumidos pelos caxienses, pois segundo eles, são caldos energéticos, que repõe as energias perdidas, recupera a ressaca  e levanta até defunto. Servidos com limão e pimenta malagueta a gosto do freguês. No Box de D. Anunciação, você aproveita e toma o café da manhã, servido com um bolo frito feito na hora. É muito visitado pelos caxienses e visitantes. Imperdível!!


                                                              Bolo Frito
As carnes mais consumidas na cozinha caxiense são: carne de boi, porco, bode, peixe e frango. Da carne de boi, podemos saborear a carne de sol que acompanha muitos pratos e o sabor é de dar água da boca.  A carne de sol pode ser assada na brasa ou passada na manteiga, servida com farofa, macaxeira (frita ou cozida), arroz e vinagrete, faz parte da cozinha de qualquer caxiense; também como guarnição serve-se a paçoca de carne de sol, que é uma delícia.

   Parque Hidromineral Veneza - local onde é saboreado o
        prato típico de Caxias - Pirão-de-Parida

 
      Assado de Carne de Porco com farofa de mandioca

° Mandioca / Macaxeira
            É uma raiz ótima no fornecimento de fósforo, importante para os ossos, possui vitamina B1, boa para o cérebro, além de muito saborosa. Não deixe de provar a macaxeira cozida que parece derreter na boca ou a macaxeira frita ou o purê, todos são uma delícia.
            O Maranhão foi um dos maiores produtores de mandioca do país, mas hoje importa farinha (particularmente a farinha d’água) do Pará, fécula do Paraná e amido azedo de Minas Gerais. É muito usada na preparação de paçocas de carne de sol, farofas e pirões, que é um dos carros chefes da comida típica do caxiense, que é o famoso Pirão-de-Parida

Pirão-de-Parida

Para visitantes que não queiram apreciar a cozinha tipicamente caxiense, provar aromas e sabores diferentes, pode encontrar um leque de opções, que variam  da cozinha nacional ao self-service. Há uma concentração de restaurantes self-service no Centro Histórico da cidade. Encontramos restaurantes nacionais, japonês, chinês, árabe, churrascarias, pizzarias, tudo ao gosto do cliente.

Pratos da Cozinha Nacional

° Os pratos mais pedidos pelos caxienses e visitantes
            A culinária caxiense é variada, saborosa, com temperos e personalidades marcantes.
            Um dos locais mais badalados da cidade é o Parque Hidromineral de Veneza, onde o caxiense e o turista pode se deliciar com o Pirão-de-Parida, que é o prato típico da cidade. Aberto dia e noite, as possibilidades de lazer são diversas e agradam a todos os gostos.
            Para alguns com um pouquinho de tempo para testar seus dotes culinários, destacamos os seguintes pratos:

Pirão-de-Parida

° Pirão-de-Parida
            Esse prato foi criado para servir as mulheres que se encontravam de resguardo depois de parir; é forte e saboroso. Ingredientes – frango ou capão caipira, tomate, cebola, pimentão, pimenta-do-reino, alho, cheiro-verde, servido com um pirão feito com farinha de mandioca branca, limão e pimenta à gosto. Em alguns locais de Veneza o visitante escolhe o capão que quer comer e ele é feito na hora.
Modo de Fazer: Deixe apurar por uma hora, o frango temperado e cortado em pedaços. Acrescente a cebola, o tomate, o pimentão e o cheiro-verde. Refogue no óleo e deixe cozinhar. Depois de cozido, despeje bastante caldo ainda fervendo sobre a farinha branca e mexa para não embolar fazendo o pirão. Sirva em seguida.
Receitas Semelhantes: Galinha com Pirão-de-Parida; Moqueca de Peixe com Pirão e Mocotó com Pirão.

                                                  Pirão-de-Parida


Ingredientes do Pirão - farinha branca - tomate
- cebola - pimentão e cheiro-verde

Ingredientes misturados com a farinha branca


                           Ingredientes já misturados com o caldo do frango
                           caipira cozido

                                                       O Pirão de Parida

Hora de Provar

Pirão com uma pimentinha malagueta

Panelada Caxiense
° Panelada
            A panelada é um prato muito consumido pelos caxienses, porque serve como tira-gosto de uma cachacinha ou cervejinha é barato e nutritivo. É encontrado em bares, restaurantes por toda a cidade e na Praça de Alimentação do Mercado Central.
            Feito com as vísceras do boi (tripa e bucho). É um prato com alto teor calórico devido as tripas usadas como ingredientes. Ingredientes – vísceras (tripas e bucho), pé-de-boi, tomate, cebola, folhas de louro, alho, pimenta-do-reino, cheiro-verde e pimentão.
Modo de Fazer:  Tempere as vísceras. Passe todos os ingredientes no óleo e deixe apurar. Acrescente água e deixe cozinhar. Sirva com o pirão de farinha branca, limão e uma pimentinha malagueta.

Sarapatel Caxiense

° Sarapatel
            Nascido no Alto Alentejo em Portugal, o sarapatel foi adaptado e adotado no Brasil. É um dos pratos mais consumidos pelos amantes de uma boa comida, porque é forte, nutritiva e barata. Pode ser encontrada em qualquer barzinho, restaurante de Caxias,  pois é servida como tira-gosto. É uma designação comum de diversas iguarias preparadas com vísceras de porco ou bode, além do sangue coalhado em pedaços. Uma das características da iguaria é o seu teor de gordura, bastante acentuado, por causa da tripa. Durante o cozimento, acrescenta-se hortelã ou folhas de louro e uma ou duas grandes pimentas de cheiro inteiras. Serve-se o prato acompanhado de farinha branca ou arroz branco.

                                                 Pratos Típicos da Cozinha Caxiense
                                                         Sarapatel e Panelada

Modo de Fazer: Lave os miúdos com limão, passe no liquidificador os temperos como alho, tomate, cebolinha, coentro, cebola, etc. Leve ao fogo e deixe refogar, acrescente folhas de louro. Depois cubra todo o sarapatel com água e deixe cozinhar por algumas horas. Sirva acompanhado de farinha branca, limão e pimenta malagueta.

Vinagreira 
° Cuxá Caxiense
            O cuxá é um prato que reflete os hábitos das culinárias portuguesa, indígena e africana, junto com um toque árabe. É um termo oriundo da junção dos termos tupi “ku” ( o que conserva ) e “xai” (azedo). Significa portanto: “ o que conserva azedo”.
            Segundo alguns pesquisadores até meados do século XX, o cuxá era vendido acompanhado de peixe-firto, arroz branco por mulheres negras em barraquinhas montadas nas portas de suas casas. No local, elas acendiam uma luz vermelha para indicar a venda do prato. O cuxá está lista dos Bens Imateriais do Patrimônio Cultural Nacional com base nos termos do Decreto 3.551 do IPHAN, que institui o registro de patrimônios imateriais no programa nacional na viabilização de projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. O registro do cuxá com bem imaterial, garantirá a preservação de sua receita, divulgação nos cardápios de restaurantes brasileiros de todo o país e o reconhecimento de um prato maranhense para a culinária nacional.
Ingredientes do cuxá caxiense
                                  
Vinagreira 

Igredientes - É um molho da culinária maranhense, caxiense , feito com vinagreira, camarão seco, quiabo, pimenta de cheiro, sal, pimenta-do-reino, tomate, cebola, pimentão, três pimentas de cheiro, azeite de oliva ou azeite de coco babaçu e cheiro-verde, alguns gostam de acrescentar à receita maxixe e abóbora, ingredientes encontrados com fartura na região. Além do seu caráter regional, o preparo se usa o liquidificador ou a tábua de carne ou para liquidificar ou bater a vinagreira depois de cozida sem o talo e lavada por três vezes para eliminar a acidez das folhas da vinagreira.
Cuxá Caxiense 

Modo de Fazer: Lava-se as folhas e o quiabo, coloca-se em um pouco de água para o cozimento; depois de cozidos, escorre-se, lava-se e refoga-se em azeite e deixe passar todos os ingredientes; em seguida coloca-se os camarões e deixe passar mais um pouco; ponha um pouco de água para o cozimento dos ingredientes. Sirva quente com arroz branco, peixe ou frango fritos.

Arroz-de-Cuxá

° Arroz-de-Cuxá

            O prato mais tradicional e mais típico do Maranhão, principalmente em Caxias. Entre os principais ingredientes trazido pelos europeus, neste caso pelos portugueses, foi o arroz. Foi cultivado inicialmente no Maranhão em 1745. Foi este cultivo que durante muitos anos alimentou o Brasil e no fim do período colonial, o Maranhão já exportava arroz para a Europa. Como a produção era grande, serviu de incentivo para que os maranhenses criassem muitos pratos à base de arroz, como o arroz-de-cuxá, arroz-de-jaçanã.

Ingredientes para o arroz-de-cuxá
O arroz-de-cuxá ganhou versos do grande poeta maranhense Artur Azevedo, que dizia: “ ... Eu tenho muitas saudades / Da minha terra querida... / Onde atravessei a vida / O melhor tempo foi lá. / Choro os folguedos da infância / E os sonhos da adolescência; / Mas ... choro com mais freqüência / O meu arroz-de-cuxá...”
Arroz-de-Cuxá 

Ingredientes:

A base desta preparação é a vinagreira (hibiscus sabdariffa). conhecida também como azedinha, caruru-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, quiabo-azedo e rosélia, oriunda da África, mas também muito usada na culinária francesa. É preciso muita experiência no preparo desse famoso prato, pois quando a vinagreira é colocada na proporção inadequada o arroz-de-cuxá torna-se intragável. Se for demais agride o paladar, pois fica ácido e amargo. Se for de menos fica sem graça, insosso. Arroz, vinagreira, cebola, alho, três pimentas de cheiro e sal.
Modo de Fazer: Refoga-se o arroz com a vinagreira passados no liquidificador com todos os temperos, acrescenta-se água fervente e deixe cozinhar. Sirva quente com camarões de decoração, pode vir acompanhado de peixe frito, carne de sol, frango, etc.